top of page
Buscar
  • Foto do escritorMiguel Fernández

Japoguês

Nosso ambiente profissional em São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980 incluia dois nisseis muito conhecidos e reconhecidos pela competência: Eduardo Yassuda e Paulo Nogami. Ambos muito sérios, de poucos sorrisos. Dizia-se até que o Yassuda não sorria nunca (talvez por ter ocupado muitos cargos relevantes, era pessoa controvertida e tinha seus seguidores e seus detratores)

A propósito dessa lenda o Nogami me contou que teve uma vez que ele viu o Yassuda rir!

Para contextualizar o caso, cumpre registrar que, naquela época, não era como hoje, viajava-se pouco, a globalização ainda engatinhava e viajar era muito caro. Os japoneses ainda não se haviam firmado como nação desenvolvida. Os produtos japoneses eram considerados de segunda linha e o numero de japoneses viajando era bastante pequeno. Outros asiáticos, nem saiam da Ásia. Voltando ao que o Nogami me contou:

_ era por volta de 1975, fomos juntos à Europa, a trabalho, incluindo uma visita ao LNEC. No aeroporto de Lisboa, pegamos um taxi para o hotel. O taxista, um rapaz jovem, nos conduziu em silêncio. Eu e o Yassuda fomos conversando. Ao chegarmos na portaria do hotel, ainda deu para ouvir o taxista, seríssimo, falando com outro:

_“como a língua japonêsa é parecida com a nossa! percebi muito do que esses passageiros falavam”.

miguel fernández y fernández, engenheiro, consultor e cronista

escrito em jun2017 (1.311 toques e espaços)

Rd

153 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Unhas

Era 1988. Os voos do Ecuador para o Brasil (e vice-versa) eram pela VARIG, que pousava em Guayaquil, porto-cidade litorânea (ao nível do mar), em dias alternados, ou seja, dia-sim-dia-não.  Acho que o

Marraio

A última mulher? Nos jogos de bolinha de gude de sua infância de carioca nos idos 1955-61, dos 9 aos 14 anos, aprendeu que o último a lançar a bolinha na direção da búlica mais afastada (eram três bur

Comments


bottom of page