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Indecisões ambientais

  • Foto do escritor: Miguel Fernández
    Miguel Fernández
  • 1 de nov. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

Quem me contou esta foi o excelente colega e amigo José Eduardo W. Cavalcanti (Engº Químico especialista em bio-quimica da água, empresário bem sucedido e ativo colega nos meios profissionais de SP: Instituto de Engenharia, CREA, ABES,  além de autor de excelentes artigos e livros):  

Por volta de 1972 o Engº Constantino Arruda Pessoa era consultor da SANESP, e os escritórios eram em um prédio na Av. Angélica mais perto da Consolação.  

Na hora do almoço, houve um problema com uma secretária da SANESP que não chegou a ser atropelada, mas foi derrubada por um carro ficando estendida no asfalto no meio da Av Angélica.  

Ela queria se levantar mas apareceram: 

  1.  uns que aconselhavam a que ficasse deitada até a ambulância chegar pois podia estar com ferimentos internos e qualquer movimentação poderia ser fatal,  

  2. já outros queriam leva-la o mais urgente possível a um hospital para ser atendida pois, diziam os dessa corrente, qualquer demora poderia ser fatal! 

  3. havia até alguns (a vítima incluída) que achavam que não era nada e devia se levantar e não atrapalhar o trânsito, como diria Chico Buarque. 

  4. Um quaro grupo, formado por advogados e políticos, queriam que a senhora lhes assinasse uma procuração para processar 01: o dono do carro, 02: o motorista do carro, 03: o fabricante do carro, 04: o engenheiro que fez a Av Angélica, caso não tivesse ART, 05:a PREFEITURA porque permitia que os carros circulassem aceitando os riscos, etc.  

Enfim, cada um dava um palpite ligeiramente diferente e chegou a haver um empurra-empura com alguns querendo impedir “na marra” que a senhora se levantasse enquanto outros queriam levanta-la, também “na marra”. E o trânsito parado... 

Vendo aquilo, o Constantino com a malicia de sempre e um sorriso nos lábios diz em voz alta: “muitos sanitaristas e ambientalistas dá nisso: várias alternativas e nenhuma decisão!!!” 

Profecia (ou premonição?) da qual estou rindo até hoje.... 

O Constantino também era um grande frasista. Atribui-se a êle o dito de que 

“A UNIDADE MAIS IMPORTANTE DE UMA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO É O BY-PASS” (verdade que, por empáfia, poucos se animam a dizer) 

 


Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em 2017dez26 R2026janRa, 2.140 toques


 
 
 

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