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Para debater e divulgar assuntos profissionais
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Xingando no trânsito, o subdesenvolvido
O Erik chegou no escritório aborrecidíssimo e foi logo desabafando: _ Tô sem dormir desde ontem. O cara me chamou de “subdesenvolvido” porra! Podia ter xingado minha mãe, me mandado à merda, podia me chamar de viado, de palhaço, de cornudo, podia até ter me agredido, mas não, o cara me chamou de “subdesenvolvido”. Se deu ao trabalho de arriar o vidro do carro dele pra me chamar de “subdesenvolvido”! Filho da puta. _ calma Érik, o que houve? Como foi isso? _ ontem, quando

Miguel Fernández
há 7 dias1 min de leitura
Xingando no trânsito, a feia
Era uma manhã de 1998, êle ia saindo de casa na rua sem saída onde morava (Av São Sebastião). Uma rua longa e estreita com carros estacionados dos dois lados, que exercita a tolerância, a paciência e o bom senso dos moradores e frequentadores da rua todos os dias. Como todos os “cul-de-sac” do mundo, a preferência é de quem está saindo da rua. Se não fosse assim os impasses seriam insolúveis. Então, a praxe é que, quando dois carros se avistam o que estiver mais próximo a

Miguel Fernández
há 7 dias2 min de leitura


Gerador de Falação (discurso vazio)
Um amigo foi convidado para participar de um evento em prestigiosa universidade, em 2025, comemorando o cinqüentenário de determinada lei e me mostrou as anotações que fez sobre as palestrantes que o antecederam, especialmente uma, que era engenheira ou geógrafa do “Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima” (esse é o nome oficial do ministério em 2026): “palestra iniciada às 10h06: até 10h09: meus senhores, minha senhoras, senhor diretor disso, senhor diretor daquilo,

Miguel Fernández
18 de ago.3 min de leitura
Fumantes “not Yankees”
Era 2010 e o filho, recém formado e solteiro, fora transferido para a sede da empresa, na Luisiana, na foz do rio Mississipi, mais especificamente em Galiano e em PortFourchon, a uma hora de carro ao sul do aeroporto de New Orleans. Quando o rapaz chegou por lá, foi hospedado em uma bela casa comunitária (uma “república”?) de 6 suítes, compartida com mais outros 4 engenheiros estrangeiros (dois alemães, uma romena e um americano do colorado). Uma suíte ficava “no rotativo”

Miguel Fernández
12 de ago.3 min de leitura


DEMOGRAFIA e AMBIENTE SOBERANO
Em 1925, há só 100 anos, o planeta Terra, nossa espaçonave, tinha cerca de 1,9 bilhões de tripulantes, em 1975 eram ≈4,0 bi e em 2025 atingiu ≈8,5 bi, distribuídos por diversos grupos, povos, países, nações. Grosso modo, a cada meio século, o planeta duplicou a população. Em algumas áreas, as taxas de natalidade diminuíram, mas a longevidade das pessoas aumentou. Em outras, simplesmente aumentaram taxas e população. Os números totais assustam. A superfície do planeta é finit

Miguel Fernández
19 de jun.3 min de leitura


Empresa pública, mas não estatal, o caso da Cedae
A discussão sobre estatização/desestatização de empresas públicas precisa ser ampliada. Os argumentos hoje usados misturam governo, Estado e público. Por que não introduzir no tema a desvinculação do gerenciamento dessas empresas da administração do Estado (feita pelo governo)? Observe-se que essa questão pode ser conduzida sem que se vá na direção da privatização, como é hoje entendida entre nós. Sugerimos que a Cedae seja uma empresa pública, propriedade dos usuários, por

Miguel Fernández
17 de jun.3 min de leitura


A Forja, 1963 Louco, eu?
O diretor de “A FORJA” acaba de telefonar-me: precisa de matéria para o seu “Jornal do Brasil” de segunda feira. Não estou fazendo nada, só aniversário; hoje tenho a honra de ficar um ano mais velho. Vou para a varanda, olho para a enseada de Botafogo, o Pão de Açúcar, o céu; está tudo muito lindo neste domingo de março. 5 horas da tarde, aproxima-se um barco a vela que parece ser o de um meu amigo. Vejamos: azul, vela branca. Que mais?... ah, sim, o binóculo, e... exato, na

Miguel Fernández
15 de jun.2 min de leitura
Lógica Profissional
Era uma linda noite de sábado nos idos de 1964, em um mês de setembro em Maceió, e a família de seu Jorge e dona Marieta foi toda a uma “festa de debutantes” no famoso clube Fenix, onde a aristocracia local se reunia. A festa foi um sucesso. As moças que faziam 15 anos naquele ano, os pais, os avós, primos, amigos, a família toda, os pretendentes, a fina flor da sociedade Alagoana presente. Comes-e-bebes fartos e de ótima qualidade. Música de primeira, por uma famosa banda-o

Miguel Fernández
16 de mar.3 min de leitura
DESPEITOS
A inveja (e os interesses ocultos nos anonimatos) é uma tristeza, uma pequenez. Em 22jan2010 foi anunciado, nos principais jornais do Brasil, que a empresa OGX acabara de encontrar, na bacia de Campos, mais uma reserva de petróleo. Em paralelo, começou a circular na internet, anonimamente, uma campanha intitulada "eike batista: rico ou testa de ferro", para denegrir o principal acionista da OGX: Fico pensando, por quê? Para quê? Para quem? Entre curioso e indignado, escrev

Miguel Fernández
16 de mar.4 min de leitura
TOME PARTIDO
Prezado conterrâneo, não fique só reclamando, resmungando ou indignado, participe da politica! Filie-se a um partido político! Se não fizermos isso, os que fazem, mandarão em nós. Em nós, nos nossos filhos, nos nossos netos, na nossa descendência. Só nos restará choramingar pelos cantos. Se pretendemos continuar vivendo neste país, neste território, se não nos imaginamos indo para Portugal, Miami, ou onde seja, como nossos vizinhos venezuelanos tiveram que fazer, precisamo

Miguel Fernández
9 de mar.2 min de leitura


Inteligência ou Memória?
Entendemos que inteligência é uma coisa e memória é outra. Olhando no dicionário (língua portuguesa, Aulete 2011), parece que estamos certos. Então, a tal da IA (Inteligência Artificial) é um engano semântico ou uma tradução desastrada. Melhor seria chamar de AI (Automatismo Inteligente) ou CI (Computação Inteligente). Isto posto, neste texto, adotaremos a sigla IA, para designar o ramo da cibernética que tenta emular o raciocínio humano. Com a devida vênia dos doutores da p

Miguel Fernández
6 de mar.5 min de leitura
Maria
Se conheceram por volta de 1977. Ela uns 27, era a secretária de um colega de profissão dêle. Êle com uns 30. Ambos solteiros. Ela com cultura e beleza bem acima da média, olhos verde-mel, cabelos castanho-claro, belo corpo, jeito de mulher experiente e insinuante, atrevida até. Êle moreno, usando bigode para parecer mais velho, mais alto que ela uns 5 a 10cm, magro, descobrindo o mundo, inseguro para a idade, mas também atrevido. Começaram a sair, escondido do patrão dela

Miguel Fernández
2 de mar.2 min de leitura
Maioria Matemática
A empresa operava um sistema de abastecimento de água potável de porte razoável. Talvez por redução de custos simplista (salários mais baixos), havia pouco tempo, trocara o diretor técnico, saindo o engº Pessôa e entrando o engª Calis. Após uns seis meses no cargo, e tendo implementado algumas novidades, o engº Calis mandou chamar o consultor técnico da empresa, o eng. Fernando, para uma reunião e para mostrar as melhorias que havia feito no sistema e, com isso, fazer uma a

Miguel Fernández
2 de mar.3 min de leitura
Acabrunhando
Carlos se apaixonou por uma mulher politicamente o avesso dêle. Ela se enquadra na postura predominante no ambiente de trabalho dela. Ou o ambiente de trabalho cobra essa postura. Causa ou efeito? Não se sabe. Por outro lado, se parecem: brilhantes, batalhadores, habituados a mandar e ser obedecidos. E rodados. Ontem foi dia dos namorados de 2024. Me conta que hoje despertou lá pelas 8horas, a companheira já havia saído para o trabalho, com o cuidado de não acorda-lo. Estava

Miguel Fernández
19 de fev.3 min de leitura
Fumantes, bebentes, comentes e viventes (FBCV)
No Brasil, as hostilidades aos fumantes (de tabaco), aos bebentes e aos carnívoros, portanto às pessoas normais, apreciadoras da vida (doravante FBVC), se não me engano, tomaram vulto por volta de 1980, quando esses modismos norteamericanos e as agendas woke, começaram a chegar por aqui, de forma mais pronunciada, com os nossos “macacos de imitação” copiando tudo que vem de fora, mas se dizendo defensores da soberania nacional. Estímulo às academias de ginástica, comidas dit

Miguel Fernández
19 de fev.5 min de leitura
Vi-vi
vi amores chegando, vi amores partindo, vi paixões que acabaram, vi paixões que não acabaram. Não eram paixões? nadei, joguei, velejei e namorei, ganhei e perdi, abandonei e fui abandonado, adoeci e sarei, viajei e voltei, fui e retornei, trabalhei e produzi. Parar, nem tentei. já ri, e já chorei ou-vi silêncios, ou-vi maldades, ou-vi bondades, ou-vi mentiras, ou-vi verdades, ou-vi falar por falar, ou-vi desculpas e ouvi culpas. Ou-vi música, me deleitei. Ou-vi barulhos,

Miguel Fernández
13 de fev.1 min de leitura
Vi-Vendo
vi nascer, e vi crescer, encolher e esticar vi morrer, vi renascer vi mentir, vi ter razão vi versão, imaginar vi sentir e vi fingir vi teatros e vi versões vi calar e vi falar, vi andar e vi parar vi olhar e escutar, vi até o que não quis vi coisas em que não cri também cri em coisas que não se crê, vi o crível e o incrível vi tolerar intolerante e ficar decadente vi fazer e desfazer vi até o não fazer vi descrentes e vi crentes vi teimosos

Miguel Fernández
13 de fev.2 min de leitura
Moreirão
Era uma vez uma “empresa de economia mista”, na verdade uma estatal, em um país da américa latina, prestadora dos serviços de abastecimento de água de uma grande região, no século passado. Nessa empresa, destacavam-se alguns profissionais, em especial o diretor de produção, um engenheiro chamado Moreira. Sem menosprezar outros diretores, era êle que, de certa forma, levava o dia-a-dia da empresa nas costas. Sua diretoria não podia falhar. Se falhasse, a cidade não tomava ban

Miguel Fernández
10 de fev.3 min de leitura
TATUAGENS E ARREPENDIMENTOS
Fazer algo que não se pode voltar atrás é decisão de uma vida. Difícil enxergar isso. É preciso ter equilíbrio e bom senso todo o tempo. Difícil ter equilíbrio e bom senso todo o tempo. Deu vontade faz. Uma vez feito, e depois? Como fica? Ter um(a) filho(a), não é uma decisão que se possa voltar atrás. É preciso ter consciência. Mentes primárias? Momentos infelizes? Só percebem o êrro depois. Às vezes nem depois. A autoestima não deixa?. Escolher o nome para os filhos é out

Miguel Fernández
3 de fev.3 min de leitura
Malandros e Otários
_ “Se os malandros soubessem das vantagens de ser honestos, seriam honestos por malandragem” A primeira vez que ouvi esse aforismo foi da boca do engenheiro A.J da Costa Nunes, creio que em 1986 ou 87. Pareceu-me extensiva a muita gente que se acha “esperta”, e à gente má. Afinal, os presídios estão cheios deles e nós aqui fora curtindo o mundo livre, livres leves e soltos. Com as exceções que confirmam a regra. Com o tempo, hoje acho que há exceções demais: no mercado fina

Miguel Fernández
21 de jan.3 min de leitura
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