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  • Foto do escritor: Miguel Fernández
    Miguel Fernández
  • 19 de set. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

Era um sábado de 1977 e um grupo de quatro pessoas estava na porta do Hospital Geral do Exército, em Benfica, no Rio de Janeiro, para visitar a sogra do Coronel, que estava internada.

Pelas regras do hospital só poderiam entrar até duas pessoas. Entram o Coronel e uma filha, ficando a outra filha com o namorado, fumando um cigarrinho na porta, próximos ao soldado de sentinela.

Passam-se uns 15 minutos e chega um homem esbaforido querendo entrar: soubera que seu filho ou sua filha havia nascido e queria ver a cria e a mulher, mas, na pressa, havia esquecido os documentos e o “passe”.

O sentinela “barra” o homem, enquanto o casal “barrado” fica olhando e pensando:

_ “bom, não somos os únicos barrados” 

E até já se preparam para oferecer um cigarrinho ao recém-papai, quando, vem lá de dentro, igualmente esbaforido, o sargento que supervisionava tudo de uma sala, com ar condicionado, e que, para surpresa do sentinela e do casal que observava, se apressa em deixar o tal homem entrar, sem formalidades.

Diante dos olhares de censura dos três, o sargento, fingindo que falava só com o sentinela, com voz séria e solene, sem perceber a “gafe”, explica:

_ é o pai do neto do general!

 

 Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em 2024 set R2026janRd,  1.195 toques


 
 
 

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