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JAPOGUÊS

  • 1 de jun. de 2020
  • 1 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

Nosso ambiente profissional, em São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980, incluía dois nisseis muito conhecidos e reconhecidos pela competência: Eduardo Yassuda e Paulo Nogami. Ambos muito sérios, de poucos sorrisos.

Dizia-se até, que o Yassuda não sorria nunca, talvez por ter ocupado muitos cargos politicamente relevantes, o que sempre resulta em tornar-se pessoa que tinha seguidores e detratores.

A propósito dessa "lenda" de que o Yassuda não sorria, e muito menos ria, o Nogami me contou que, uma vez, ele viu o Yassuda rir, e muito!

Para contextualizar o caso (1975), cumpre registrar que, naquela época, viajava-se pouco, a globalização ainda engatinhava e viajar era muito caro.

Os japoneses ainda não se haviam firmado como nação desenvolvida. Os produtos japoneses eram considerados de segunda linha e o numero de japoneses viajando era bastante pequeno. Outros asiáticos, nem saiam da Ásia.

Voltando ao que o Nogami me contou:

__ era por volta de 1975, fomos juntos à Europa, a trabalho, incluindo uma visita ao LNEC. No aeroporto de Lisboa, pegamos um taxi para o hotel. O taxista, um rapaz jovem, nos conduziu em silêncio. Eu e o Yassuda fomos conversando. Ao chegarmos na portaria do hotel, ainda deu para ouvir o taxista, seríssimo, falando com outro taxista:

__“como a língua japonêsa é parecida com a nossa! Percebi muito do que esses passageiros falavam”.

Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em jun2017 R2026janRf, 1.311 toques


 
 
 

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