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  • Miguel Fernández

Reincidentes Acidentes

Atualizado: 8 de Jun de 2020

Quando do lamentável “acidente de mariana”, um destacado colega engenheiro de minhas relações profissionais e do ramo de mecânica dos solos foi contratado por um fundo de investigação estrangeira para fazer um diagnostico do que houve pois esse fundo tinha investido em uma das sócias do empreendimento. O trabalho era confidencial e nunca pude vê-lo, mas entre uma conversa social e outra, soube que a conclusão era a seguinte:


“O presidente da empresa foi contratado porque tinha uma MBA em não sei aonde, o diretor financeiro idem, o diretor técnico tinha que trabalhar tudo a custo mínimo, de preferencia terceirizando tudo, até as atividades fins, até porque a legislação era confusa e extorsiva .

Então os gênios dos MBAs precisavam agradar os acionistas e a seus “contratos de sucesso (bônus)” e maximizar resultados, dentro da lei!


E quase são as leis que regem as obras de engenharia? São as burocracias e “menor custo de obra” (Seja obras, fornecimento ou projeto, para eles é tudo a mesma coisa).


Assim, meu amigo, que já conhecia o lugar, andava por lá e constatava que todos usavam capacete( embora 90% da obra fosse a céu aberto), cinto de segurança, coletes


sinalizadores, luvas, botas, óculos,, também só se podia circular a 20 km/h e com faróis acessos, o CREA sabia que as anuidades e as licenças estavam pagas em dia .


Além disso, a cultura de obra nova faz com que esqueçamos da manutenção das coisas. Os viadutos estão caindo! E não é só no Brasil, na Itália caiu um.


Recentemente, outros acidentes aconteceram pelo mundo, alguns sem vítimas, mas a mídia não tem dado muita importância, porque será?


Essas “barragens de feijão” que colapsou ontem em Brumadinho, MG, novamente nos arredores de Belo Horizonte, isolando o notável Inhotim, e quem lá estava era outra “barragem de rejeitos de mineração”, ou seja, onde se acumula, para sempre, o que não se aproveita do mercúrio.

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