ROMEGUÊS
- Miguel Fernández

- 1 de jan. de 2018
- 1 min de leitura
Atualizado: 16 de jan.
>>>2018jan/mar, Revista Bio
Em 1990, houve um Simpósio Luso- Brasileiro de Engenharia Sanitária (Silubesa) em Braga. Fomos diversos colegas do Brasil e, lá chegando descobrimos que havia uma tentativa, válida, de expandir o acontecimento para um, digamos, Simpósio Lusófono de Engenharia Sanitária (Silues?), pois uma faixa na entrada dava boas-vindas aos colegas do Brasil mas também aos "colegas" de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné, São Tomé, Timor Leste e, surpresa!, Galícia e Rumênia (ou Rumânia). Galicia ainda podia se explicar pela proximidade e mix de vocabulário, mas Rumênia?
Bom, não houve muito tempo para averiguar e, quando vimos estávamos já na cerimônia de abertura, num anfiteatro, e o presidente do congresso disse umas poucas
palavras de boas-vindas a todos, passou a palavra a um primeiro personagem e em seguida a uma senhora que, ao começar a falar, concluímos que seria da Rumênia, pois não se entendia nada, embora uma ou outra palavra soasse inteligível, confirmando o acerto da inclusão dos rumenos e das rumenas sanitaristas em nosso meio.
Após os 20 minutos que deve ter durado a apresentação da "rumena", o presidente do congresso, um lisboeta de dicção atlântica, para surpresa de quase todos, agradeceu a participação da colega Maria Almeida Salazar, do Trás-os-Montes, que, para nossa decepção, não era da Rumênia.
A acolhida e a comida servida em Braga foram formidáveis em qualquer língua, sotaque ou dialeto. E isso é o que fica. O resto são brincadeiras.
Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em 2018jan/mar, 1.350 toques

Comentários