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Valeu Zwi (Miguel Zwi)

  • Foto do escritor: Miguel Fernández
    Miguel Fernández
  • 1 de jul. de 2009
  • 3 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

>>> 2009jul/set, Revista ABES Bio


Iniciou a vida profissional em 1952 no então famo-so Escritório Saturnino de Brito, onde chegou a Diretor Técnico, participando nos projetos e obras de abastecimento de água e de esgotamento sanitário de Natal, Caicó e Mossoró (RN), de Guarabira, Mamanguape e Campina Grande (PB), de Fortaleza(CE) na implantação de Brasília (DF), da refinaria Landulfo Alves (BA), da USI-MINAS e da ACESITA (MG),

nos modelos reduzidos do Açude Banabuiú (CE), da tomada de água da CSN (RJ), das barragens de Taquari (RS), Boa Esperança (PI) e Estreito (MG). Pela Planta Engenharia, em Petrolina, Anápolis, Itumbiara, Catalão e Jaraguá(GO). Pela Planidro coordenou o projeto básico do sistema Rio Descoberto (Brasília-DF).

Em 1971, ingressou na antiga COMASP, hoje SABESP, onde permaneceu até 1985. Na COMASP, sob as ordens dos brilhantes Haroldo Jezler e de João Yamada, foi o chefe da divisão de "engenheiros especialistas", depois "divisão de Tratamento" (com feras tais como Guilherme vonAtzingen, Marcial Gil Latou, Luis Augusto da Mota Pacheco etc), coordenando a ampliação das ETAs Rio Grande (de 1,4 para 3,5 m3/s) e Rio Claro (de 2,0 para 4,0 m3/s). Já como SABESP, em 1975, assumiu a coordenação de projetos do interior. Em 1978, chegou a Superintendente. Destacam-se nesse período, suas intervenções no SANEGRAN, no Plano SANESP, no SGS do Interior, nos comitês de bacia dos rios Paraíba do Sul (CEIVAP) e Paranapanema (CEEIPEMA). Representou a SABESP em inúmeros grupos de trabalho de normatização na ABNT, no BNH e na CETESB. Desligou-se da SABESP em nov 1985 para atuar como consultor, no Brasil e na América Latina, tornando-se um dos maiores especialistas em diagnóstico de empresas de saneamento.

Foi professor de matérias relacionadas à hidráulica e ao saneamento na UFRJ, na

PUC-Rio e responsável pela cadeira de saneamento na UnBrasília. Publicou três trabalhos "definitivos", dois sobre filtros de ETAs, outro sobre "tensão de arraste em coletores de esgotos" (tensão trativa). Foi sócio da ABES e da AWWA por mais de 40 anos.

Miguel Zwi foi meu chefe naCOMASP e na SABESP (1971 a 1975). Me orgulho muito

disso e agradeço a Deus tê-lo posto no meu caminho.

Zwi tinha, sobrando, conhecimento técnico, lucidez, cultura geral, ética, postura, honestidade, honradez, alegria, vontade de fazer as coisas acontecerem; era destemido, objetivo, discreto e sem vaidades (talvez algumas vaidades técnico-profissionais em se sabendo um fora-de-série), enfim, um Homem bom um bom Homem.

Também era irônico, sagaz, piadista, incapaz de deixar passar uma ocasião para brincar com os outros. Estudioso, persistente, não se deixava abater com reveses ocasionais.

Sobretudo era um ENGENHEIRO e uma pessoa inteligentíssima. Seu brilho era

tão grande que nos iluminava e, infelizmente, eventualmente, incomodava alguns colegas(?) que vão desaparecer sem deixar saudades.

Miguel Zwi, brasileiro, filho de judeus russos, nasceu em 27mar1930 no Rio de Janeiro, RJ. Em 1952 formou-se engenheiro civil pela Escola Nacional de Engenharia da

Universidade do Brasil (atual Politécnica da UFRJ). Faleceu na 4a. feira, 04março2009, aos 79 anos de idade, em Campinas, SP, onde viveu nos últimos 15 anos. Deixou viúva (D. Mimi), quatro filhos (Hélio, Sérgio, Silvia e Diana) e oito netos, uma saudade enorme em todas as pessoas mentalmente saudáveis que o conheceram e um grande desfalque na nossa engenharia, na nossa ABES, no nosso Brasil.

Tenho certeza de que foi feliz, com o sentimento de ter sido útil à sociedade e aos seus proximos.

Valeu Miguel!

Com carinho, MFyF


Miguel Zwi foi um dos melhores e mais completos engenheiros hidráulico-sanitaristas brasileiros.


Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em 2009jul/set, 3.073 toques



 
 
 

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