top of page
Buscar

Vi-Vendo

  • Foto do escritor: Miguel Fernández
    Miguel Fernández
  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 8 horas



vi nascer, e vi crescer,

encolher e esticar

vi morrer e renascer

vi mentir,  

vi ter razão

vi muita imaginação

 

vi sentir e vi fingir

vi teatro e vi versão

vi calar e vi falar,

vi andar e vi parar

vi olhar e escutar,

vi até o que não quis

 

vi coisas em que não cri

também cri

em coisas que não se crê,

vi o crível e o incrível

 

vi fazer e desfazer

vi até o não fazer

vi descrentes e

vi crentes

 

vi teimosos conseguirem

vi até voltar atrás,

ilusões, desilusões

falsas satisfações

 

vi pedir ajuda,

vi recusar ajuda,

vi buscar sentido

vi, até,

encontrar sentido

onde não havia

e onde havia

 

vi mentir e vi fingir

vi juntar pra ter razão

vi razão por se juntar

vi perseguição,

vi perseguido perseguindo

vi se fingir perseguido

vi cinismo e vi razão,

torturado torturando

tudo em nome da nação

 

vi gente seguindo,

paixões mentais,

idéias e ideais

e mentiras geniais

vi gente sonhando,

vi gente plantando sonhos

nos outros

vi sonhos evaporando,

 

Vi carneiros e vi ovelhas

Vi rebanhos se formando,

Vi pastores ordenhando.

Vi outros, só mamando.

Vi lobos se aproximando.

Vi cordeiros cordeirando

 

vi viver de ilusão

vi fracasso prematuro

vi sucesso persistente

só não vi voltar atrás,

o tolo e o muito puro

 

vi cair, vi levantar

adoecer e curar

quando achei que

vira de tudo,

vi que pouco vira

 

vi calar por vergonha,

e até por mêdo.

Vi calar por gentileza

vi calar por amizade,

calar por cumplicidade

vi calar e já calei,

vi fingir e já fingi

 

ou-vi falar: “revolução”!

modismo ou convicção?

revolta, sem opção?

sofismas sem solução!

 

vi construir pontes,

vi, por elas, ir e vir

vi demolir pontes

vi até caírem pontes,

 

vi o ocaso de manhã

vi aurora no anoitecer

vejo que vi e não vi

 

vi-gente, dizendo

que sabia, o que fazia.

Mas não sabia.

Cordeirava.

 

gente inútil,

vivendo a tôa,



Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito entre 2020-2026 R2026jan25 Ri , 1.200 toques
 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
Vi-vi

vi amores chegando, vi amores partindo, vi paixões que acabaram, vi paixões que não acabaram. Não eram paixões?   nadei, joguei, velejei e namorei, ganhei e perdi, abandonei e fui abandonado, adoeci e

 
 
 
Moreirão

Era uma vez uma “empresa de economia mista”, na verdade uma estatal, em um país da américa latina, prestadora dos serviços de abastecimento de água de uma grande região, no século passado. Nessa empre

 
 
 
ARREPENDIMENTOS (tatuagens)

É um tema dificil. A maioria, como diria Nelson Rodrigues, é muito simples, muito limitada, raciocínio muito primário. Tende a ter comportamento de manada, imitar, se deixar levar pelas modas, pela fa

 
 
 

Comentários


  • Instagram
  • Imagem1
  • Google Places - Círculo preto
  • Facebook Black Round

© 2025 Engº Miguel Fernández y Fernández

bottom of page