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Secretos segredos krukutus

  • Foto do escritor: Miguel Fernández
    Miguel Fernández
  • 21 de out. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: 16 de jan.

>>> 2018out/dez, Revista ABES Bio


Esta história ouvi muitas vezes e por diversas fontes, o que me levou a buscar o protagonista, o engenheiro Paulo Ferreira, destacado profissional de nosso meio, de quem tive a honra de ser colega na COMASP-SABESP na década de 1970 o que ajudou neste resumo:

Na década de 1960 foi feito pelo consórcio HazenSawier um Plano Diretor de Águas para a grande São Paulo (GSP) no qual se incluía polo sul da metrópole o sistema rios Capivari (corro para o litoral) - Monos (corre para o interior), para 6m³/s, que fizeram muita falta em 2015. A GSP fica nos divisores de águas do diversas bacias hidrográficas. Em 1971 a GSP produzia menos que 15m3/s. Hoje (2018) são 180m³/s

Os estudos técnicos completos para que a reversão das águas fosse realizada da maneira menos impactante, foram concluídos om ±1991 (investimento estimado em US$ 150mi base 1990).

Nos EIA-RIMA, deu-se atenção a uma aldeia indígena aculturada que vive na região, a "aldeia krukutu". Os entendimentos, inclusive nas audiências públicas, através de suas lideranças (caciques e pajés) eram razoáveis nas exigências de compensações ambientais e outras benesses (carros, telefones, casas, demarcações, etc).

Por volta de 1992, a existência dos "krukutus", divulgada pela própria SABESP, atraiu uma ONG de homens brancos com estudos no exterior (ate sotaque tinham), se dizendo protetora dos interesses ambientais locais, al Incluídos os dos indígenas.

Essa ONG, com curioso e fácil acesso às mídias. transformou as reuniões, até então fraternas o objetivas, om difíceis e inconclusivas sempre adiando soluções e voltando a pontos já resolvidos.

Pacientemente a Sabesp foi atendendo as novas condições; os estudos ambientais foram revisados e refeitos por cerca de três vezes, cada vez com mais exigências, como o mapeamento de toda a flora de uma região muito maior do que a pequena área que seria inundada.

Os "krukutus" já felizes e satisfeitos, mas a ONG, muito agressiva, amparada por órgãos ambientais evidentemente acovardados, colocava cada vez mais obstáculos, até que, não havendo mais exigências possíveis, afirmaram ter descoberto uma trilha usada, no passado, para cerimônias religiosas, ligando dois cemitérios indígenas e portanto o sistema não poderia ser construído

Como parecia que nem os krukutus conheciam a tal trilha nem as cerimônias alegadas, foi solicitado à ONG a locação da trilha, mas os "homens brancos locais disseram que infelizmente não podiam revelar o trajeto da trilha porque ela era "secreta", e a pessoa que revelara a existência da trilha queria que assim continuasse!!!

O Sistema Capivari-Monos não foi construído, os trabalhos (e custos) incorridos foram perdidos, a população continua com escassez de mananciais, as águas continuam correndo inutilmente para o mar, os krukutus não foram mais beneficiados, e o que é pior, os locais estão sendo ocupados desordenadamente.


Miguel Fernández y Fernández, engenheiro, cronista e articulista, membro da Academia Nacional de Engenharia e do Instituto de Engenharia # escrito em 2018out/dez,  2.550 toques



 
 
 

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