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Para debater e divulgar assuntos profissionais
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O Serviço Militar, parte 3
Aos 20 - 21 anos Em fins de nov1967 já nos reapresentamos na EN - Escola Naval (Ilha de Villegagnon, ao lado do aeroporto Santos Dumont), onde se formam os oficiais da Marinha de Guerra. Era (e é) uma instituição de ensino superior semi-convencional (semi porque militar), nível universitário AAA, que se orgulha em dizer que é a instituição de ensino universitário mais antiga do Brasil. Eram as férias da rapaziada que ali estudava em regime de internato e, creio que nós, da

Miguel Fernández
14 de set. de 20235 min de leitura


Laura
Alguém já advertiu que o melhor parceiro(a) é o(a) que conhecemos de relance, isso porque não tivemos tempo de reparar nos defeitos. Imagine então uma pessoa que você só conhece porque outros te contaram. Essa pessoa é perfeita, você nem a viu, nem vai ver, só pode idealiza-la. Logo, é a pessoa ideal. Como as Lauras. Laura não é um nome corriqueiro, tampouco é um nome incomum. Então, sempre que aparecia uma Laura, nos lembrávamos do assunto. Tudo porque, em 1961, no terce

Miguel Fernández
13 de set. de 20233 min de leitura


O Serviço Militar, parte 2
Aos 20 Em julho 1967, passamos 15 dias no CIAW e 15 dias embarcados de fato e de direito, em manobras em alto mar a bordo da esquadra naval brasileira, no meu caso no “Cruzador Barroso”, o resto da EFORM distribuído em uma fragata, dois contratorpedeiros, uma corveta e um submarino, quase todos, de certa forma, embarcações de segunda mão, da segunda guerra mundial, ou seja, projetos dos anos 30. A oposição ao governo afirmava que tais navios nos eram empurrados em troca de

Miguel Fernández
8 de set. de 20238 min de leitura


O Serviço Militar - Parte 1
dos 18 aos 20 No meu tempo, o cidadão fazia 18 anos e precisava se “alistar” para o serviço militar, serviço esse que, normalmente, durava um ano, diariamente, durante o qual, dizia-se, o sujeito iria aprender a “ser homem” e “ficar adulto”. A inscrição, e a primeira apresentação, eram obrigatórias, mas podia-se pedir adiamento por umas 3 temporadas (3 anos). Quem estava fazendo vestibular, para algum curso universitário, costumava pedir esses adiamentos, na esperança de

Miguel Fernández
5 de set. de 20238 min de leitura


Reflexões
Falando sério , Roberto Carlos (1941, capixaba de Cachoeiro), e seu parceiro constante, Erasmo Carlos (também de 1941, carioca da Tijuca), vivem em nossa vida há muito tempo. Tanto pelas músicas, presentes nos momentos emocionalmente importantes, quanto pelas letras, como cronistas da alma e / ou dos incertos corações, juvenis, maduros e, agora, senis. Embora tenham começado na cena musical nos idos de 1962, com o (hoje seria influenciador?) Carlos Imperial, foi em 1965, com

Miguel Fernández
7 de ago. de 20234 min de leitura
Cunhadas e Cunhados
Nos anos 62-63, o governador do Rio Grande do Sul era o Leonel Brizola, casado com a irmã do então presidente João Goulart, a quem pretendia suceder na presidência, mas havia um entrave legal, creio que até constitucional: o presidente não podia ser sucedido por parentes. Como leis não são feitas para os amigos, são para os outros, cunhou-se então a frase “Cunhado não é parente, Brizola para presidente”, que era divulgada em todos os meios de comunicação. A “base teórica” e

Miguel Fernández
20 de jul. de 20234 min de leitura


O Telex do Banco Central
Em 1967 o Rio de Janeiro ainda era, de fato, a capital do Brasil, embora de direito Brasília já o fosse desde 1960. A federação estava se reestruturando e havia recém-criado o BC - Banco Central do Brasil em substituição à até então SUMOC -Superintendência da Moeda e do Crédito (que englobava a Casa da Moeda). A primeira sede do BC foi o prédio da Av. Pres. Vargas 84, na esquina norte com a rua 1º de Março, no centro do Rio (Candelária), onde, entre outras, se instalou a DI

Miguel Fernández
28 de jun. de 20234 min de leitura


RobertoB
Na revistinha “ Seleções do Readers Digest” literatura de bolso americana muito em voga no Brasil nos anos 1950-1970, (traduzida e vendida nas “banca-de-jornal”), uma das seções fixas era sempre o “ meu tipo inesquecível ”, onde leitores enviavam textos alusivos ao tema e algum redator ou copy-desk da editora dava um bom acabamento. Li muito Seleções e, volta-e-meia, identifico pessoas dignas de serem perpetuadas no papel, pelo folclórico, pelo interessante que são, por

Miguel Fernández
23 de jun. de 20235 min de leitura


Anselmo Paschoa
No país do futebol e do carnaval, o negro que escolhesse física nuclear como área de atividade já seria uma afronta ao lugar comum dos preconceitos hoje vigentes. Inclusive ao que chamo de preconceitos reversos, aqueles que enxergam preconceito até onde não existe, por puro preconceito, só para ficarem bem na foto ou a justificar porque não encaram desafios intelectualmente maiores. Acusar os outros daquilo que se tem medo descubram em nós, é a tática de que a melhor defesa

Miguel Fernández
23 de jun. de 20236 min de leitura
Ciúmes Étnicos 1, O Gói
Era 1962-63, tinhamos 16 anos e todas as meninas chamavam a atenção de mim e do José, meu colega e amigo até hoje. Em especial as meninas do colégio em que estudávamos, o "Aplicação da Lagoa", no Rio de Janeiro. Afinal, eram elas que mais víamos, que mais desejávamos, quer nas aulas de educação física, com os saiotes do uniforme de ginástica deixando as coxinhas de fora, quer nos cruzar de pernas mais descuidados (ou nem tão descuidados), nos cruzar de olhares, nos adolescent

Miguel Fernández
7 de jun. de 20233 min de leitura
Não deixou amigos
Desde 1920 a GE (General Eletric) tinha um parque industrial de porte razoável no Rio de Janeiro, com fábricas de lâmpadas, de quadros elétricos, de transformadores, geradores, locomotivas, turbinas de aviões, etc. com diversos “campus” fabris espalhados. A GE também foi precursora em estimular a inclusão da diversidade e oportunidades de ascensão em seus quadros (nos EUA e aqui). Por lá passaram notórios e destacados engenheiros, independente de cor e opções. Na direção ha

Miguel Fernández
17 de mai. de 20234 min de leitura


Quatro Rodas
Não tive coragem de fazer esta “reportagem” para “A Forja” sem antes ir à igrejinha ao lado da escola assistir uma missa e encomendar minha alma a Deus e, então, pedir ao prof. Oswaldo uma “carona” em seu Chevrolet 64 (1864), foto anexa. Expostos os objetivos, o próprio Oswaldo, auxiliou em refazer o histórico do calhambeque: de origem norte-americana. Não se sabe ao certo como chegou ao Brasil mas deve ter sido por volta de 1910. Tinha uma forma diferente da atual. Provave

Miguel Fernández
9 de mai. de 20235 min de leitura


Perfeito arquiteto
A “falecida” Montreal Engenharia (1955 – 2005, 100% brasileira chegando a ter 25.000 empregados), foi uma verdadeira escola de pós-graduação para engenheiros, arquitetos, economistas, advogados e amizades (e algumas raras inimizades também porque seria mentira sustentar o contrario em qualquer ambiente). Em 1977-78 a Divisão de Projetos da Montreal (MONEP) veio a incorporar a Internacional de Engenharia (IECo, divisão da Morrison-Knudsen, dos EUA), embora a IECo fosse maior

Miguel Fernández
6 de mai. de 20233 min de leitura


Fotografando almas (Na Líbia)
Em certos lugares do mundo, e em certas situações é melhor tirar fotos disfarçadamente. E haja motivos. Há gente que, alegando motivos religiosos, praticamente agride o turista-fotógrafo, dizendo ter saído na foto, mesmo que lá no fundo, na paisagem, com o argumento de que, sua “alma”, foi subtraída pela foto, que não autorizou, enfim, querem ir para a polícia, armam um escândalo em busca de uma “compensação” financeira. Acho até que um “assalto” seria mais honesto. Foi o q

Miguel Fernández
2 de mai. de 20233 min de leitura


O combinado não sai caro
Era 2007 e a QQ Construções, excelente e tradicional empreiteira brasileira, pretendia ganhar um contrato de reabilitação urbana em Bengazi, na Líbia, envolvendo as infraestruturas viárias, de saneamento, de distribuição elétrica e diversos equipamentos urbanos (parques, quadras esportivas, postos de saúde, delegacias, etc.), de certa forma semelhantes ao que o Banco Interamericano financiou na baixada fluminense com os nomes de “Baixada Viva” e “Nova Baixada”. Bengazi, na or

Miguel Fernández
26 de abr. de 20235 min de leitura
Ciúmes Étnicos 2, Alfacinhas
Fiz o serviço militar de dez1966 a fev1969 na EFORM Escola de Formação de Oficiais da Reserva da Marinha. Não existe mais. Equivalia ao CPOR do Exército que existe até hoje. Éramos, todos, universitários. A maioria da engenharia e da medicina, um ou outro do direito, da economia, da sociologia, da arquitetura. No total, uns 100 “aspirantes” por ano divididos em 4 “grupos”: Armada Convés, Armada Máquinas, Fuzileiro Naval e Intendencia. Durava 2,5 anos: dez a fev, julho, dez a

Miguel Fernández
17 de abr. de 20236 min de leitura
Ciúmes Étnicos 4, Andinos
Por volta de 1990 me envolvi no projeto da nova adutora de água para La Paz (Hampaturi a Pampahasi), tendo ido à Bolívia umas 15 a 20 vezes. Um “visto” para trabalho levava meses, e era uma burocracia enorme. Conclusão, viajávamos todos (europeus e brasileiros) com “visto de turista”, que só valia para uma entrada. Quem ia muito era comum ter problemas na “imigração”. Nosso contato lá usava uns “despachantes” que davam certa “cobertura” no aeroporto. O pessoal da aduana, ao

Miguel Fernández
17 de abr. de 20233 min de leitura
Fumantes 03
Pajelanças, Tradições e Preconceitos Era março de 2006, no setor de maternidade da Casa de Saúde São José, no bairro do Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro, acabava de nascer um neto. Um primeiro neto! O avô materno chega para uma primeira olhada e vem equipado com uma garrafa de malte escocês “cardhú” e uma caixinha de charutos que havia comprado para o evento, igualzinho como fizera cerca de 20 anos antes com um primeiro filho homem. Imitava o que seu pai lhe contara que

Miguel Fernández
14 de abr. de 20233 min de leitura


Falando Inglês
As obras da Ponte Rio Niterói foram iniciadas em jan1969. Os três vãos centrais são em aço, o projeto, alguns cortes, soldas e módulos tipo construção naval, foram feitos na Inglaterra e montados aqui pelo consórcio anglo brasileiro Dormann & Long, Cleveland Bridge e a brasileira, apesar do nome, Montreal Engenharia . Creio que o financiamento era do Banco Rothschild. O chefe-gerente do contrato de construção dessa obra, embora de engenharia, foi o advogado Jorge Pastor, ex

Miguel Fernández
12 de abr. de 20237 min de leitura


Lidando com Zumbis
A VARIG, era a companhia aérea brasileira de renome mundial, até quando faliu em 2006 (ou foi falida, dependendo do interlocutor). Quase todos os brasileiros, mesmo os de gerações mais novas já ouviram falar da VARIG, objeto até de letras de música, poemas, e de um certo orgulho brasileiro no exterior. Era sinônimo de Brasil e mantinha um alto padrão de eficiência técnica e de imagem. Creio que havia até ciúmes do Itamaraty tão gloriosa era VARIG e seus escritórios mundo afor

Miguel Fernández
10 de abr. de 20234 min de leitura
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