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Para debater e divulgar assuntos profissionais
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Tihuanacu e os Deuses Astronautas
Era julho de 1989 e fiquei um fim de semana em La Paz por causa do trabalho. Alguém havia recomendado visitar as ruinas de Tihuanacu (grafia em português da palavra em aimará, da família linguistica do quêchua). Trata-se de um sitio arqueológico a uns 60km de La Paz, seguindo direção oeste e a uns 20km do lago Titicaca, a ±3.850m de altitude. Ainda na 6ª feira combinei o passeio na portaria do hotel. No sábado pela manhã, apareceu no hall do hotel, um simpático senhor com aq

Miguel Fernández
23 de dez. de 20252 min de leitura
Engenheiros do Estado e serviços públicos
Atendendo o convite de um colega, ex-presidente da entidade, fui à posse de uma nova diretoria de uma velha sociedade de engenheiros, arquitetos e afins de “Servidores do Estado”! Auditório lotado, o mais jovem teria 60 anos de idade. O nome do auditório era de um ex-professor meu. Pelas paredes, diversas placas em metal fundido, com homenagens. Acho que conheci e/ou trabalhei com 80% dos ali citados. Desses 80%, altamente qualificados, capazes e dedicados. Emocionei-me ao

Miguel Fernández
18 de dez. de 20252 min de leitura


Vôlei de Praia
Quem conhecia o Rio pela primeira vez, se espantava com a profusão de “redes-de-vôlei” nas areias das praias, hoje é até esporte olímpico: “voley-ball" de areia. Com regras próprias, campeonatos organizadíssimos, essas redes de “vôlei” eram verdadeiras ONGs (organizações não governamentais), com propósitos honestos, pertencendo a grupos de pessoas que se cotizavam para comprar o material, pagar alguém para montar, desmontar, manter e guardar a rede e as fitas de demarcação d

Miguel Fernández
18 de dez. de 20256 min de leitura


Perestroikas, Glasnosts e Dissidências
Seria por volta de 1989 ou 1990 e ele resolveu ir passar um fim de semana esticado em uma pousada no início da subida já no Parque Nacional de Itatiaia, com a então companheira. Chegando lá, para sua surpresa, também estava ali hospedado o Evo Brito, com a esposa e outros familiares. O Evo era um ex-professor que lhe trazia boas lembranças. Rápidamente se enturmaram e soube, que uma parte da família Brito, havia marcado um pequeno encontro, ocupando quase toda a pousada. No

Miguel Fernández
18 de dez. de 20254 min de leitura
Vade Mecum, parte 4 Antonio Vicente, o penal
O Antonio Vicente era menos sofisticado. Percebia-se que queria transmitir o que aprendera independente de glórias. Se fosse no anonimato, tudo bem. Vaidade baixa. Um professor simples e brilhante, de um assunto embora frequente em romances, dramas, teatro, reportagens e cinema, sob muitos aspectos desconhecido. Até porque, é nitidamente freqüente, que quando a história que lhe dá origem não coincide com o “glamour” e / ou o viés interpretativo que o narrador lhe quer dar.

Miguel Fernández
10 de dez. de 20253 min de leitura
Vade Mecum, parte 3 Celso A. Melo e o comandante chinês
O professor Celso também era marcante pelo conhecimento geral. Parecia conhecer profundamente qualquer assunto que abordava ou ao qual era provocado. Que facilidade em se expressar de forma culta e, ao mesmo tempo, simples. Tornou-se inesquecível por um problema que deu em um teste e que, até hoje não se sabe bem a resposta. pois tudo vai mudando. Valeu pelo exercício mental e pelo mundo que nos abria de problemas potenciais e da complexidade de coisas aparentemente simples

Miguel Fernández
10 de dez. de 20252 min de leitura


Vade Mecum, parte 2, Maurice Assuf e Maquiavel
O professor Assuf, como a maioria se referia a êle, era um homem com postura altiva, sempre vestido com ternos impecáveis, incluindo o colete (por isso terno), lindas gravatas de seda, e um carro, único na cidade, talvez no país, um elegantérrimo “Bentley” inglês cinza metálico, com o volante do lado direito. Era um exemplo de que, um advogado, podia dar certo exercendo sua profissão no mercado. As más línguas diziam que herdara fortuna do pai, um imigrante libanês comerciant

Miguel Fernández
10 de dez. de 20253 min de leitura


Vade Mecum, parte 1
Quando conseguiu chegar ao curso universitário, optou por cursar engenharia, para ser o mais próximo do que lhe parecia ser um “operário” de nível superior. Um trabalhador. Tinha um “quê” político nisso, pois os colegas do colégio, eram de nível sócio-economico acima do seu e percebia que havia um proselitismo nas “orações” que faziam a favor dos proletários, dos ditos “menos favorecidos”. Quanto mais os colegas se propunham a defender a posição A, mais se comportavam como

Miguel Fernández
10 de dez. de 20254 min de leitura


Aos meus e aos seus (daqui nada se leva?)
Em cada um de nós há um pouco dos pais, dos avós, dos antepassados. O que é, para um pai, mãe ou avô, ver um filho(a) fazendo as mesmas coisas que lembra ter feito? As mesmas bobagens, os mesmos trejeitos, as mesmas descobertas, as mesmas alegrias e as mesmas tristezas?. É um prazer e uma preocupação, ao mesmo tempo. Ora parece que os filhos ouvem pouco os pais, que querem aprender tudo por si mesmos, ora parece que são como nós mesmos fomos. Os que ouvem mais, evoluem mai

Miguel Fernández
11 de nov. de 20253 min de leitura
Lamentos fazem diferença?
Sempre gostei e gosto de dizer, que o maior grupo de comunicação brasileiro, é carioca como eu. Competentes como muitos cariocas de muitas profissões. Trata-se das Organizações Roberto Marinho, o Grupo O Globo, na prática, o único jornal que resta no Rio de Janeiro. Entretanto, revendo meus alfarrábios, vejo que, em 16dez2017, registrei que O Globo divulgou uma lista, denominada "Prêmio faz DIFERENÇA", com "as 48 personalidades de 2017". Parece que em 2024 foram menos, “es

Miguel Fernández
11 de nov. de 20251 min de leitura
Como nossos pais
Notou a mulher com mais vida, mais entusiasmada, mais “ligada”, mais alegre, chegou a ficar um pouco preocupado, seria outro? Por meio das dúvidas, ligou as antenas! Mas, como não notou nenhum sinal anormal de vaidade, ou atitudes suspeitas, pelo contrário, estava mais caseira e até menos “coquete”, preocupou-se. O que estaria acontecendo? Fora da rotina, só a enteada, que mora e trabalha no exterior e viera passar as férias com a mãe. Na verdade, com os/as amigues, pouco

Miguel Fernández
10 de nov. de 20252 min de leitura
PRIMÓRDIOS da IA / AI (Inteligências, Inteligentes e Espertos, 1970?)
Desde a primeira vez que ouvi o neologismo “IA” como abreviação de “Inteligência Artificial ”, não me caiu bem. Inicialmente, me pareceu erro de tradução, depois, o termo, provavelmente de origem Norte-americana, foi sendo adotado mundialmente. Como “ inteligência artificial ” é uma coisa que não existe e, se Deus quiser, não vai existir, ficou no ar, o que se queria dizer com isso. Parece que o correto seria dizer “ Automatismo Inteligente - AI ’, como dizem alguns, ou “ In

Miguel Fernández
7 de nov. de 20253 min de leitura


Estrangeirismos / IA ou AI ?
Reconheço que os idiomas influenciam uns aos outros. Reconheço que o inglês se tornou o “esperanto” do mercado financeiro e do comércio internacional e nem vale a pena discutir isso, além de usar muitos termos-abreviados e palavras práticas, como A.S.A.P., OK, “Help”. O mesmo se dá para palavras novas, criadas e/ou adaptadas para atender demandas das novidades tecnológicas, como por exemplo “blogue” que não deixa de ser um “diário para os outros lerem” (web-log, abreviou par

Miguel Fernández
7 de nov. de 20253 min de leitura


INACREDITÁVEL de Almeida
Era 2005, os telefones celulares já eram menores, com uma dobradiça, abriam e ficavam maiores (“flip”). Fui a uma reunião na PETROBRÁS, nos escritórios da rua General Canabarro (Próximo ao CEFET e ao Maracanã). Almocei por ali com os colegas. Saí de lá, apressado, para uma reunião agendada no meu escritório, na Rua Evaristo da Veiga, próximo ao teatro Municipal do Rio. O assunto seria discutir o balanço da empresa com um contador-consultor, pagando por tempo. Peguei um taxi.

Miguel Fernández
20 de out. de 20252 min de leitura
Os "do contra"
Era 2023 e andaram querendo implantar um cabo de aço, paralelo aos dos “bondinhos do Pão de Açúcar”, por onde alguns entediados filhinhos de papai-e-mamãe, ensaiariam seus suicídios, pendurados em uma roldana (a tal “tirolesa”), competindo com outras bobagens tais como pular de pontes amarrado com elásticos pelos tornozelos, andar de montanha russa, se tatuar, enfim coisas que não dá para voltar atrás, quase todos se arrependem, ou não confessam ou não estão nem aí. É um sina

Miguel Fernández
20 de out. de 20254 min de leitura
Mexeu com UM, Mexeu com TODES (OAB-SP)
Estava eu em casa, por conta de um resfriado, que me impedia ir ao escritório trabalhar, não por mim, mas pelos demais. È que, agora, se dermos um espirro no trabalho fica todo mundo te olhando como se você fosse um criminoso ou um terrorista que vai matar os colegas pelo contágio de um vírus alienígena. Antigamente, a gente ia trabalhar doente ou não, até morrendo, mas ia. Agora, que nos tornamos um país e uma sociedade rica, podemos nos dar a esses luxos pequeno-burgueses

Miguel Fernández
17 de out. de 20253 min de leitura


Poder de síntese (forças armadas são de direita?)
Hoje meu telefone móvel travou e ninguém resolvia o que fazer. Até que alguém desligou completamente o aparelho, contou até 20 (devagar) com grandes discussões sobre esse intervalo de tempo e, ao religar, o aparelho voltou como novo. É o método dito “português”: desliga-e-liga-de-novo. Amigo nosso, que por ali estava, português, ao perceber que chamávamos o método pelo seu gentílico, saiu-se com essa: _ sim, claro, é simples e eficiente. Nossa terra-mãe consegue produzir

Miguel Fernández
8 de out. de 20252 min de leitura


Questão de Ordem
Collor de Mello estava presidente, desde o início de 1990. Era o “Dia nacional da Agua” (22março1991). Um grupo de profissionais de todo o Brasil combinou de ir a Brasília pois haveria uma sessão da Câmara dos Deputados dedicada ao setor de saneamento ( água potável, esgoto sanitário, esgoto pluvial, coleta e destino final do lixo e controle de vetores). Alguns recém-empossados deputados, de todo o Brasil, eram do setor. Lembro do Junot (da antiga SANERJ, que ao fundir com a

Miguel Fernández
8 de out. de 20254 min de leitura


Adeus a um engenheiro
Conhecemos Renato em março de 1966, como colega de sala, na Escola Nacional de Engenharia do Fundão. Foram quase 59 anos de convívio. No velório do seu sócio, engenheiro Mário Aurélio, acho que em 2010, o Renato, sem me avisar, talvez porque eu fora o “orador” da formatura da turma, em 1970, bem ao seu estilo, me passou a palavra para falar, como engenheiro, ao engenheiro que nos deixava. A surpresa e a emoção, me embargaram a voz e TRAVEI. Hoje, dia seis de dezembro de 20

Miguel Fernández
6 de out. de 20252 min de leitura


Sobre o ensino da engenharia (parte 1)
Como engenheiro atuante, com dois filhos engenheiros na ativa e um neto cursando engenharia, todos, como eu, pela nossa amada UFRJ, escrevo este texto com espirito construtivo, mas fora dos atuais costumes do “politicamente correto” muitas vezes usado para evitar críticas e deixar tudo como está. Em 16jul2011, há quase 14 anos, sob o título "Sinais de Retrocesso" um importante jornal brasileiro publicou, na coluna OPINIÃO, artigo assinado pelo então vice-diretor da Escola Po

Miguel Fernández
19 de mar. de 20254 min de leitura
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