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Bijuteria não!
1978, a moça, mineira, funcionária do Banco do Brasil, morava no Rio, em apartamento recém alugado, na rua Ipiranga, esquina com a Conde de Baependi. Um edifício arredondado, sobre pilotís, com grades no perímetro da rua, em Laranjeiras, seriam umas 20horas e ela já estava no térreo aguardando a chegada do namorado, trocando ideias com o porteiro e uma outra moradora. O VW modelo brasília laranja chega, joga as duas rodas da esquerda na calçada, como era praxe no Rio de ent

Miguel Fernández
17 de set. de 20242 min de leitura


Lendas
Em 1972, Carlos B, com 25 anos de idade, era engenheiro da COMA (Cia. Metropolitana de Água Potável de Buenos Aires), tinha um bom salário e estabilidade praticamente total. Pelo plano de carreira era Engenheiro Titular , “gê-zero” no linguajar interno, o “top” da empresa. Na prática queria dizer que aos 50 anos de idade aposentava com salário integral, plano saúde, e outros privilégios. Em fins de 1973, a COMA, que já era grande, fundiu-se com a SANE, o FESA e a SABA, resul

Miguel Fernández
17 de set. de 20242 min de leitura


O preço da água
Nos anos 70 do século passado, em uma das muitas tentativas para "conter" a inflação no Brasil, Médici e Delfim congelaram os preços dos serviços públicos no Rio de Janeiro. Naquela época, a inflação era medida só no Rio e era considerada válida para todo o país. Os serviços de águas e esgotos das então Companhia de Águas e Companhia de Esgotos da Guanabara, (Cedag e Esag respectivamente) - ambas com grandes dívidas junto aos bancos Mundial (BM) e lnteramericano (BID), origi

Miguel Fernández
9 de set. de 20243 min de leitura


A questão das tarifas crescentes
Entende-se por Saneamento Básico (doravante SB), o conjunto de serviços que cuida da Água Potável + Esgotos Sanitários e Pluviais + Lixo + Controle de Vetores. Com o aumento explosivo da população e da urbanização, são serviços cada vez mais essenciais, o que só é possível fazer com recursos e gestão adequados. Assim como a telefonia e a eletricidade, o SB precisa e pode ser auto-sustentável, para não faltar, evitar o desperdício de recursos, já tão escassos, e não sobrecarr

Miguel Fernández
12 de ago. de 20247 min de leitura
COTAS 1
No mínimo 50,02%(?) de mulheres, 15,92%(?) de afrodescendentes, 9,15%(?) de homossexuais, 26,8% de cristãos e 49,5% no máximo, no mínimo 7,5% de pessoas com dificuldades de locomoção ou de ver ou de ouvir, nas universidades, nas empresas, nos departamentos das empresas e nas repartições públicas. Números aleatórios, ironizando as precisões por aí usadas, porque essas seriam as porcentagens no censo demográfico. Será que uma negra, sapatão, católica numa empresa atende os t

Miguel Fernández
3 de jul. de 20243 min de leitura
Emigrantes, Imigrantes e Migrantes (Parte 2)
emigrante : aquele que sai de sua região natal, por livre vontade, para viver em outro(s) lugar(es), sem perspectivas de retorno a curto prazo. Aquele que se foi para não voltar. imigrante : aquele que chega de outros lugares, por livre vontade, para viver aqui, sem perspectivas de voltar ao seu lugar de origem ao menos a curto prazo. Aquele que veio para ficar. migrante : aquele que sai de sua região natal por livre vontade ou chega a outra região sem intenção ou vonta

Miguel Fernández
3 de jul. de 20244 min de leitura
Emigrantes, Imigrantes e Migrantes (Parte 1)
Era jul1969 ou por aí e eu era estagiário no escritório central da Montreal Engenharia, na rua São José 90, no centro do Rio. Nas férias escolares os estagiários de engenharia eram mandados para as obras. A minha primeira ida foi para a obra da fábrica da Cimento Goiás, em Palmeiras de Goiás, uns 80km a sudoeste de Goiânia, estrada de terra, distrito de Cezarina, depois, emancipado como município independente. O Eng. Ilmar era o “chefe da obra” (ou chefe do contrato como d

Miguel Fernández
1 de jul. de 20243 min de leitura


Cowboy Fora da Lei
Era 2023 e eu estava visitando outro estado, a trabalho, quando encontrei uns colegas que discutiam a cassação do diploma e a exclusão do CREA de um colega que se chamava, creio, Honório, Engenheiro Florestal (EF). Esses colegas formavam o conselho de ética daquele CREA. Como quase sempre, e em quase tudo, havia um grupo contra e outro a favor. Havia até um, o Manolo, que além de não considerar o engenheiro-réu culpado, invocava o espírito cristão dos demais para perdoar os

Miguel Fernández
7 de fev. de 20243 min de leitura
Unhas
Era 1988. Os voos do Ecuador para o Brasil (e vice-versa) eram pela VARIG, que pousava em Guayaquil, porto-cidade litorânea (ao nível do mar), em dias alternados, ou seja, dia-sim-dia-não. Acho que o avião ia até o México, parando, e depois voltava. Então, quando era o caso, a VARIG incluía em suas passagens a estadia em um bom hotel, o OroVerde. Um grupo de 6 brasileiros, gravitando em torno da EMSA (construtora brasileira), envolvidos em um projeto de abastecimento de águ

Miguel Fernández
16 de jan. de 20243 min de leitura
Marraio
A última mulher? Nos jogos de bolinha de gude de sua infância de carioca nos idos 1955-61, dos 9 aos 14 anos, aprendeu que o último a lançar a bolinha na direção da búlica mais afastada (eram três buraquinhos alinhados feitos rodando com o calcanhar do sapato no saibro do terreno da pracinha), tinha uma certa vantagem no jogo. Não foi o único a perceber. Havia ainda os usos e costumes. Para garantir que seria o último a lançar a bolinha, precisava ser o primeiro a gritar “m

Miguel Fernández
3 de jan. de 20242 min de leitura
Passou Adiante
Era fins dos anos 1980, o casamento não ia bem, ambos na faixa dos 40 a 50 anos de idade, ambos já não se respeitando como deveria ser, mas com três filhos, o menor ainda com 3 anos, iam levando, meio sem saber o que fazer. Era evidente que alguma coisa ia acontecer ou estava acontecendo. Quem já passou por isso entende. Lá pelas tantas, êle percebeu que algo era real, ela parara de reclamar de tudo, às vezes ficava até simpática como fôra, havia mais de dez anos, quando cas

Miguel Fernández
15 de dez. de 20234 min de leitura
A Colação
Foi no fim do primeiro ano do curso de engenharia “do Fundão”, em 1966. Eram 4 turmas de ~100 alunos cada, duas pela manhã (A e B) e duas pela tarde (C e D). O locutor que vos fala era da turma A. O professor de cálculo infinitesimal da turma A era um tal de Tourinho, engenheiro da Rede Ferroviária Federal que, alegando precisar comparecer a um congresso no exterior, sobre locomotivas, ausentou-se deixando as provas finais por conta do professor das turmas B, C e D, o Prof.

Miguel Fernández
11 de dez. de 20235 min de leitura


E depois?
Sempre que passa no cruzamento da Rua Gomes Freire com a Rua da Relação lembra desse episódio, verdadeiro, havido por volta de 1977,...

Miguel Fernández
24 de nov. de 20233 min de leitura


A Policial
Madrid, 1976 Francisco Franco, caudillo de españa , morreu em fins de dez1975, depois de 40 anos no poder, com os conservadores. Aliás, não existe, nunca existiu, e parece que nunca vai existir ditadura, sem ser conservadora em costumes, seja na Rússia (Stalin, Kruchov, Putin), na Yugoslávia (Tito), em Cuba (Fidel), na Argentina (Perón e/ou militares), na Coréia do Norte (Kim II-sung), na China (Mao a Deng XiaoPing) ou em Portugal (Salazar até 1968, Caetano até 74). As semel

Miguel Fernández
26 de out. de 20233 min de leitura


O Aloja, parte 1
Touro Sentado Gustavo de Almeida Nóbrega era um paraibano de Patos, filho de pequeno produtor rural, que chegara ao Rio de Janeiro em 1965, com 17 anos, trazido pelo tio, então sargento do exército, que morava em Bangú, nas adjacências da Vila Militar. Meteu a cara nos estudos e fez os vestibulares para o curso de engenharia. Era vencer ou vencer. Em fev1966, passou para a sua primeira opção: a Escola de Engenharia da UFRJ, popularmente a “engenharia do Fundão”, que tinha es

Miguel Fernández
25 de out. de 20236 min de leitura


Suelly, a sinisdestra
Suelly Svartman Printzak (incluiu o Printzak ao casar em 1967), nasceu no Rio de Janeiro em 1936, filha de judeus ucranianos, que vieram para o Brasil fugindo dos “pogroms”, da época do fim do império russo e início das repúblicas comunistas, ambos, épocas e grupos, com conotações antissemitas. Tem um filho, 4 netas e uma irmã, Miriam (carioca 1944), professora de francês. Em 1959, aos 23 anos de idade, recém-formada em “letras” pela Faculdade Nacional de Filosofia, a FNFi,

Miguel Fernández
9 de out. de 20236 min de leitura


Sanear o saneamento
Os serviços de água e esgotos precisam e podem ser autossustentáveis, até para não sobrecarregar o setor de saúde, pois são medicina preventiva. A tarifa deve cobrir os custos de investimento, de operação, de manutenção, de treinamentos, das expansões, da gestão, do tempo e do risco inerente a qualquer atividade. Saneamento é um monopólio natural e um mercado de baixa elasticidade ao preço cobrado. Os “consumidores” não conseguem alterar muito sua necessidade diária de água

Miguel Fernández
6 de out. de 20234 min de leitura
O Serviço Militar, parte 6
1969 (aos 21anos) Las Canárias é um arquipélago formado por umas 7 ilhas vulcânicas. A ilha mais próxima da África é Fuerteventura e fica a uns 100km a oeste do sul do Marrocos no continente africano. São mais que 7 ilhas, mas com gente vivendo acho que não passam de 7. As duas ilhas principais são Tenerife e Gran Canária. Paramos em Santa Cruz de Tenerife, porto muito movimentado e industrializado, refinaria de petróleo, armazéns imensos, muito comércio, etc.). Também por

Miguel Fernández
29 de set. de 20234 min de leitura
O Serviço Militar, parte 5
1967 a 68 (dos 20 aos 21 anos) O segundo episódio, digno de nota, no trecho Salvador a Cabo Verde, foi quando cruzamos com a esquadra francesa que, aparentemente por acaso, também fazia exercícios por ali. Quando percebemos a outra esquadra nos radares, os franceses, com radares muito melhores, já nos tinham visto e já tinham assumido posições que, nos manuais de treinamento (de “batalha naval”), já teríamos perdido. Teria sido uma “sacanagenzinha” dos franceses que os ofi

Miguel Fernández
29 de set. de 20236 min de leitura


O Serviço Militar, parte 4
Aos 21 anos A Esquadra era formada, pelo Navio Aeródromo Ligeiro Minas Gerais, o A11, um cruzador (de novo o Barroso, o C11), uma fragata, dois contratorpedeiros (D27 e D28? o D seria de “destroyer”?), duas corvetas e um submarino (é o que eu acho escrevendo este rascunho em 2020). A turma saiu animadíssima porque, para quase todos, era a primeira viagem ao exterior, praticamente uma ilusão (as passagens aéreas eram muito caras). No meu caso fui designado para tripular o A1

Miguel Fernández
18 de set. de 20238 min de leitura
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