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Para debater e divulgar assuntos profissionais
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O Especialista
VANCÊS com certeza já ouviram falar que nós estamos no tempo dos especialistas. O meu ofício é de carpinteiro. De primeiro eu fazia casa, fazia galinheiro, e inté igreja eu fazia. Mas depois vi que era perciso um especialista no meu ofício. Assuntei, assuntei inté que dei com a minha especialidade. Fiquei nela! Minha gente, ocês estão falando com o melhor construtor de privada em toda essa várzea do Pixiri. O meu primeiro freguês foi o Pedrinho Sargão. Ele andou ouvindo que

Miguel Fernández
23 de jun. de 202013 min de leitura
Objetividade nos EUA (New York, 1971)
Foi em 1971 que conheci os Estados Unidos (*). Não foi nas asas da PanAir, como diriam o Fernando Brant e o Milton Nascimento, mas da Braniff, que já não existe mais. Nesse descobrir dos EUA, algumas coisas ficaram na lembrança: a_ english lessons por mais cursos de inglês que se faça, nada vale uma semana por conta própria em um país de fala inglesa: _ no primeiro dia em Miami (e nos EUA), de repente você fala com a telefonista do hotel e termina com o “thank you” e e

Miguel Fernández
19 de jun. de 20207 min de leitura
Meus Fuscas Falando
O primeiro carro lá de casa foi um Fusca zerinho 1961, cor de tijolo molhado (cerâmica?), comprado pelo meu pai sem avisar ninguém: surpresa. Eu tinha 14 anos, a idade do meu neto mais velho hoje. Que alegria! Ter ou não ter um carro era a linha divisória das castas da sociedade. O sentir-se inserido na sociedade de consumo que todos almejam. Todos sim porque “quem desdenha, quer comprar”. Muito boas lembranças do carrinho, começando pelas viagens para a "estação de águas"

Miguel Fernández
1 de jun. de 20206 min de leitura
Mais duas do Enaldo
Essas quem me contou foi o excelente engenheiro Fernando Penna Botafogo Gonçalves, grande amigo e pessoa deliciosa, que trabalhou com o Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto durante muito tempo: 01: O Enaldo ia andando pela Av. Rio Branco (eixo do centro do Rio de Janeiro), por volta do ano 1970, em companhia do Engenheiro Ataulfo dos Santos Coutinho. Ambos fundadores da ABES e ambos muito conhecidos também fora do meio técnico (Enaldo estava presidente da SUNAB e Ataulfo diret

Miguel Fernández
1 de jun. de 20202 min de leitura
JAPOGUÊS
Nosso ambiente profissional, em São Paulo, nas décadas de 1970 e 1980, incluía dois nisseis muito conhecidos e reconhecidos pela competência: Eduardo Yassuda e Paulo Nogami. Ambos muito sérios, de poucos sorrisos. Dizia-se até, que o Yassuda não sorria nunca, talvez por ter ocupado muitos cargos politicamente relevantes, o que sempre resulta em tornar-se pessoa que tinha seguidores e detratores. A propósito dessa "lenda" de que o Yassuda não sorria, e muito menos ria, o N

Miguel Fernández
1 de jun. de 20201 min de leitura
Ele te trata bem? (New York, 1971)
Em meados de 1971, fui aos Estados Unidos pela primeira vez nesta minha vida, junto com mais 7 selecionados / convidados do USIS (United States Information Service) dentro de um programa sobre “Problemas das Grandes Cidades” ao qual vou me referir com “Bolsa” (acho que era assim que chamávamos). Esse programa foi conduzido durante o ano de 1969 nas cidades onde havia consulados americanos, com uma série de especialistas falando sobre os mais diversos assuntos do interesse da

Miguel Fernández
1 de jun. de 20206 min de leitura
Itararé, a segunda batalha que não houve
Por volta de 1972 fui fazer um estudo-projeto para a prefeitura de Londrina. Viabilidade do abastecimento de água integrado, captação no rio Tibagi, tratamento, bombeamento e adutora passando por Ibiporã, Londrina, Cambé, Rolândia, Arapongas, Apucarana, Cambira, Jandaia do Sul, Mandaguari e Marialva. Coisa grande. Prefeito visionário, estadista, um tal de Paranaguá. Fui de carro para conhecer a região, onde nunca tinha estado (um fusquinha verde-calcinha placa Rio de Janeiro

Miguel Fernández
28 de mai. de 20202 min de leitura


Supérfluos & Pecados
Recentemente (jan2020) os jornais noticiaram declaração do ministro Paulo Guedes, sobre criar um imposto do “Pecado”. Segundo o noticiário, o ministro se referiu a cigarros, bebidas alcoólicas, açúcar(!), etc. Não citou artes, livros, sexo e sacanagem mas preocupei-me. Camisinha passará a ser taxada como pecado ou como supérfluo? Deve ter sido combinado com Damares, que ao propor a abstinência transforma a camisinha em pecado e em supérfluo ao mesmo tempo. E ainda dizem q

Miguel Fernández
8 de mai. de 20202 min de leitura
Pandemias & Pandemônios (Esclarecimentos Esclarecedores)
Estamos em princípos de abril de 2020, há cerca de 15 dias em quarentena oficial (tecnicamente em afastamento social horizontal – todo mundo em casa). Isso porque estamos vivendo uma pandemia global provocada por um vírus de nome SARS-COV-2 (coronavirus detectado na China em fins de 2019). Dizem que ficará historicamente tão famosa quanto a pandemia havida em 1918, ou seja, há 102 anos, que ficou conhecida como “gripe hespanhola”. Com o advento relativamente recente da inte

Miguel Fernández
14 de abr. de 20206 min de leitura
In vino veritas
1962 (63?)_ In vino veritas Carlos Lacerda, sobre militares e padres Creio que foi num sábado à tarde, em 1963, 15-16hs. Com um grupo da JEC (Juventude Estudantil Católica?) do qual me aproximara, acabei no apartamento duplex na Praia do Flamengo em que Carlos Frederico Werneck de Lacerda morava. Lacerda , como todos o conheciam, estava governador da Guanabara (estado que surgira do Distrito Federal ter sido transferido para Brasília em 1960 e correspondia exatamente

Miguel Fernández
14 de abr. de 20203 min de leitura


Não fecha ou não abre?
>>>Revista Bio, jan/mar2020 O saudoso engenheiro Adilson Seroa da Motta, um dos fundadores-organizadores de nossa ABES, de quem tive a honra e a sorte de ser aluno na EE da UFRJ em 1970, era casado com D. Mary e tinha duas filhas lindas (Glória e Regina). Por isso eram muito assediados pela rapaziada, especialmente nos congressos. Lembro disso não só porque o Adilson merece sempre ser lembrado, mas por uma história acontecida com eles numa viagem de férias à Europa em agost

Miguel Fernández
14 de abr. de 20202 min de leitura
Pode mas não deve
Em um Siulbesa (Simpósio Luso-Brasileiro de Engenharia Sanitária), por volta de 2010, aluguei um carro e fui passear em Coimbra com uma amiga. Procurávamos um local adequado para estacionar próximo à reitoria da Universidade, no Casco Velho, quando em um a curva vimos uma série de carros estacionados perpendicularmente ao meio-fio e duas vagas. Estacionamos. Não havia placa de sinalização nem permitindo nem proibindo. Mas "pobre quando vê muita esmola desconfia", resolvemos

Miguel Fernández
18 de dez. de 20191 min de leitura


Reincidentes Acidentes
Na letra da música de “O Bêbado e o Equilibrista”, com genial ironia e oportunidade, João Bosco e Aldir Blanc cutucavam o ambiente de então lembrando: caía a tarde feito um viaduto, os viadutos estão caindo, estão caindo os viadutos! Lembrei-me disso quando, recentemente, caiu um viaduto em Gênova, na Itália, e me propus a escrever um artigo sobre as obras de engenharia, cada vez mais feitas pelo menor custo, cada vez com menos manutenção como se tivessem que ser eternas. Co

Miguel Fernández
18 de dez. de 20193 min de leitura
Ciúmes étnicos 3, Nisseis
Meu amigo Rafael, por volta de 1972 a 73, na época solteiro, 25anos, na flor da idade, trabalhava na antiga COMASP (hoje SABESP) ali na...

Miguel Fernández
22 de nov. de 20192 min de leitura
Então fica pô
A MONTREAL Engenharia, era uma empresa 100% brasileira, e o nome uma sigla: Mont agem e Re presentação Industri al . Era uma das maiores empresas de engenharia do Brasil, e certamente do mundo, com mais de 15.000 empregados, chegando a 25.000 por volta de 1978 na época da construção do vão central da Ponte Rio-Niterói. Os os escritórios ocupavam diversos andares à Rua São José 90 no Rio, em São Paulo na Rua Avanhandava (nº 55?), em Belo Horizonte, em Porto Alegre, Salvador, R

Miguel Fernández
1 de nov. de 20192 min de leitura
Indecisões ambientais
Quem me contou esta foi o excelente colega e amigo José Eduardo W. Cavalcanti (Engº Químico especialista em bio-quimica da água, empresário bem sucedido e ativo colega nos meios profissionais de SP: Instituto de Engenharia, CREA, ABES, além de autor de excelentes artigos e livros): Por volta de 1972 o Engº Constantino Arruda Pessoa era consultor da SANESP, e os escritórios eram em um prédio na Av. Angélica mais perto da Consolação. Na hora do almoço, houve um problema

Miguel Fernández
1 de nov. de 20192 min de leitura
Questão de formato
Corriam os anos de 1984 e 1985. A SANEAGO contratara projeto completo do sistema de adução, reservação e macro-distribuição de água potável de Goiânia, com horizonte para população da ordem de 2.750.000 habitantes. Coisa grande. A SANEAGO pediu que o projeto dos reservatórios fosse padronizado e modulado para ser adotado em todo o estado. Deveriam ser em concreto armado (protendido ou não). Já que seriam muitos e grandes reservatórios e para todo o estado, resolveu-se capric

Miguel Fernández
31 de jul. de 20194 min de leitura


Bobagens 3 (Sacos e sacolas)
Hoje ouvi no rádio do carro, que a partir do dia 27jun2019, os supermercados do estado do Rio de Janeiro não poderão mais fornecer sacolas de plástico (polietileno) à clientela, em nome da salvação do planeta. Os que insistirem, ou não obedecerem, serão multados em R$ 34.000(*1) reais, disse o locutor da JB. Parece que nos sacos do arroz, do feijão, do açúcar, as garrafas plásticas dos refrigerantes, da água sanitária, os copinhos de iogurte, as embalagens a vácuo das carnes

Miguel Fernández
3 de jul. de 20193 min de leitura
Como temperar uma salada
Meu pai era uma camponês semi-alfabetizado, oriundo de Orense, na Galícia, Espanha, que emigrou em 1932, com quase 21 anos. Saiu (e chegou) clandestino, como tantos outros, tentando não se envolver na então já previsível guerra civil espanhola. As tropas, tanto as falangistas quanto as comunistas passavam pelas aldeias rurais recrutando o pessoal em idade de serviço militar. A notícia corria na frente, as famílias juntavam o “dinheirinho” que conseguiam e o jovem ia para o

Miguel Fernández
10 de jun. de 20193 min de leitura
Vascaínos
Outro dia fui a uma marmoraria na “Rua Bela” (sob o elevado da linha vermelha). Pegando pela Avenida Brasil passei do local e tive de retornar dando a volta a partir do campo de Sao Cristóvão, pela rua São Januário. Hoje em dia não se presta mais atenção ao caminho e sim ao aplicativo de GPS de sua escolha. Há tempos não ia por ali ou não prestava atenção, não sei. Nesse dia resolvi guiar-me pela sinalização de transito e por minha memória. Fiquei surpreso ao ver uma profus

Miguel Fernández
5 de jun. de 20192 min de leitura
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